Há algo bom em tudo o que é mau e algo mau e tudo que é bom

Não existe nada tão ruim que não tenha algo bom e nada tão bom que não tenha algo ruim. ⠀


Em algumas situações é quase impossível aceitar isso, sei bem! Mas só porque a dualidade limitou nossa compreensão.

Quem inventou essa taxação (de bom e mau) nos prestou um grande desfavor. ⠀ ⠀
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E porque estou trazendo uma reflexão como essa em pleno feriado de carnaval? Tem tudo a ver! ⠀
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O carnaval é uma festa que evidencia os contrastes para nos ensinar que a Consciência se expande na simbiose entre Luz e Trevas. ⠀



Isso se expressa, em termos mais simples, até na maneira como as pessoas curtem: há os que extravasam e há os que se retiram (seja num retiro ‘espiritual’ propriamente dito ou em casa vendo Netflix). ⠀⠀

 Perceberam como há uma oposição bem clara?

Também sabemos que a antiga carni-vallis era a festa da carne que antecedia um período de penitência, jejum e purificação que vem da quaresma até a semana santa, culminando com a Páscoa. ⠀


Outro contraste bem definido. A lógica era exagerar para depois se privar, sujar para depois se limpar, pecar para depois se santificar. ⠀


Muito louco isso, não?
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Mas o que podemos extrair? Que precisamos sair dos extremos! O equilíbrio é a grande sacada da vida. Lógico que para aprender essa Sabedoria vamos ter que ir nos limites, mas que seja só para conhecê-los, experimentá-los e não permanecer neles. ⠀


Sempre que exageramos de um lado, a vida nos obriga a ir com força para o outro, pois ela é como um pêndulo. Ninguém foge disso, a menos que aprenda a estar no meio, apreciando o que os dois têm a oferecer, aprendendo a extrair o bom do mau e o mau do bom.

Então, que comecemos por este carnaval, exercitando a tolerância e entendendo de uma vez que a nossa maneira de curtir não é melhor que a de ninguém. Cada um tem seu bloquinho e está tudo lindo assim!

Raíla Maciel

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