Precisamos nos descobrir além do trabalho

Ninguém É apenas aquilo que FAZ ou TEM. Quem pensa assim reafirma a ideia distorcida de que quanto mais VALE (financeiramente) o que a pessoa FAZ mais essa pessoa “VALE” também.

É por isso que as profissões que, teoricamente, dão mais dinheiro são as mais prestigiadas, ainda que o profissional seja um ser humano sem virtudes. Afinal, de que vale o seu bom coração se você não tem nem um real no bolso, não é mesmo?

A profissão é uma máscara que tem sido muito confundida com própria identidade.

Não são poucos aqueles que, por falta de autoconhecimento, caem nessa armadilha. Se acreditamos que somos o que fazemos é óbvio que estaremos dispostos a dar todo nosso tempo e energia para esse trabalho, não porque ele nos realize, mas porque depositamos nele o próprio sentido das nossas vidas.

E o mais absurdo é que, na maioria das vezes, esse emprego não diz absolutamente nada de quem realmente somos por não ser a nossa vocação, não traduzir nossos sonhos e nem conter o nosso propósito.

E mesmo que seja aquilo que realmente amamos e escolhemos fazer, a verdade é que precisamos nos descobrir além do trabalho, ter ocupações que nos dão prazer, que fazem a nossa vida continuar sendo produtiva e válida mesmo que amanhã recebamos uma demissão.

E, o mesmo cabe para o outro. Precisamos repensar essa visão de dar mais importância a quem tem um trabalho formal, exerce a profissão A ou B. Antes de perguntar o que uma pessoa faz (para ganhar a vida) porque não perguntamos se ela é feliz? Quais são os seus princípios de vida? No que ela acredita? Quais são os sonhos que ela pretende realizar? São tantas opções melhores…

Isso sim é assunto para uma boa conversa.

Raíla Maciel

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