Exercer a liberdade é um ato de bravura

Quando falamos sobre o papel da mulher em qualquer âmbito social inevitavelmente caímos na questão da LIBERDADE. Essa reflexão é muito bem vinda e necessária, uma vez que a mulher já foi e ainda é bastante tolhida em nossa cultura, apesar de tudo o que ela faz.

Sabemos que grande parte do preconceito que temos ao trabalho relacionado ou feito no ambiente doméstico se deve ao fato de que, durante muito tempo, nós mulheres não tínhamos outra escolha a não ser nos dedicar ao serviço de casa e ao cuidado dos filhos.

Isso era uma IMPOSIÇÃO. Ainda é assim em muitas lugares, onde a mulher é impedida de trabalhar fora mesmo que queira, simplesmente por ser mulher. Essa memória criou em nós uma dura resistência ao Lar, que é totalmente compreensível.

Mas nós lutamos e conquistamos o direito de sair, estudar, trabalhar, ter uma realização profissional. Ainda há muito por conquistar, como igualdade salarial, por exemplo, mas pelo menos já existe uma alternativa.

Agora, nós podemos escolher. E é disso que se trata TER LIBERDADE.

Ser livre é ter o poder de decidir o que fazer da nossa própria vida.

Muitas de nós DECIDIRAM sair e conquistaram seu espaço legítimo, com competência, determinação, habilidade. Outras, escolheram ficar e precisaram de muita coragem para isso. Há ainda aquelas que saíram e decidiram voltar.

Todas as escolhas, se foram livres, devem ser respeitas e horadas.

E por aquelas que ainda não tiveram direito de exercer sua liberdade devemos continuar lutando.

Este projeto nasceu para apoiar iniciativas de mulheres que DECIDIRAM estar no Lar, seja para cuidar dele e das pessoas que ali vivem, para estudar, para empreender, para viver a maternidade integral.

Percebemos que essa tem sido uma escolha desvalorizada, desmerecida, como se fosse menos importante e sabemos que não é nada fácil segui-la. Exige muita convicção dos nossos propósitos e segurança. Por isso, nosso principal objetivo é valorizar o que essas mulheres fazem, afinal, elas também merecem ter autonomia financeira e RESPEITO.

Antes de tudo porque ELAS DECIDIRAM. E, exercer a liberdade no meio de uma multidão que só se deixa levar pela correnteza, já é um ATO DE BRAVURA.

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