Ainda somos os mesmos? Uma reflexão sobre hábitos

Hipertensão, colesterol alto, diabetes, câncer, entre outras. Provavelmente você conhece pelo menos uma pessoa bem próxima que sofre ou já sofreu com alguma dessas doenças. Infelizmente, elas são bem mais familiares do que gostaríamos.

Somos uma geração que vê os pais adoecerem cada vez mais cedo. Há aqueles que inclusive já viveram a dor de um luto precoce. Essa triste realidade é a consequência da vida moderna, que se tornou nos últimos anos tão confortável quanto nociva.

Dados do Ministério da Saúde apontam que as cinco doenças que mais matam no Brasil estão associadas ao estilo de vida contemporâneo. As principais causas, segundo o levantamento, são:

  • sedentarismo;
  • estresse;
  • alimentação inadequada;
  • e consumo de álcool e drogas.

Mais do que lamentar, cabe-nos refletir: se foram os hábitos que trouxeram essas doenças para a vida dos nossos familiares, o que nós estamos fazendo a respeito? Será que já conseguimos substituí-los ou continuamos vivendo da mesma maneira?

“Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo, tudo, tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos (e, talvez morreremos) como nossos pais”.

Parece trágico, mas é um fato. Mesmo já conhecendo as consequências da vida corrida, agitada, do excesso de trabalho, da má alimentação e do consumo desenfreado, poucos são os que adotaram uma postura diferente. A maioria de nós segue com os mesmos costumes ou até piores, já que as condições de vida hoje são bem mais densas do que as de dez anos atrás.

Precisamos ser sinceros para admitir que não estamos fazendo o suficiente. As provas estão no nosso corpo e também no Planeta.

Somos os únicos responsáveis pela mudança

Sabemos que mudar um hábito não é uma tarefa fácil (nem um pouco). Existem certos costumes que estão tão arraigados à nossa personalidade que parecem imutáveis. Mas, só parecem. Por mais que já tenhamos fracassados inúmeras vezes, nós podemos vencê-los com força de vontade e disciplina.

A Natureza está em contante transformação e nós, como parte dessa mesma Natureza, também podemos nos transformar. No entanto, tudo parte de uma decisão. Precisamos refletir sobre as nossas vidas para encontrar o impulso correto. As mudanças mais consistentes são aquelas baseadas na compreensão da necessidade, o que deve ser resultado de uma profunda reflexão e não de forças externas.

Observar nossa rotina pode ser um bom começo para percebermos quais são as atitudes que mais nos prejudicam. Sendo criteriosos poderemos perceber costumes e manias aparentemente insignificantes, mas que repetimos diariamente e que por isso, a longo prazo, terão grande impacto em nossas vidas.

O que não podemos é ficar acomodados. Sempre é possível encontrar algo a ser melhorado trazendo consequências positivas tanto para nós, quanto para as pessoas que nos rodeiam e também para o mundo.

Raíla Maciel

Leave a Comment